Será demasiado trivial começar um texto com o titulo de uma música? bem, suponho que sim... No entanto esta música tem surgido bastantes vezes no meu dia a dia, tanto como musica, como representações daquilo que o seu titulo significa. Daí ter escolhido este titulo para o meu texto.
Na vida, pelo menos para mim, tem sido dificil enquadrar o conjunto de actos que dela fazem parte e que me enquadram enquanto pessoa e cristão. Subjacente a cada acto parece haver uma necessidade ora minha, ora da própria sociedade, de justificar a minha existência rotulando cada momento e não considerando cada momento por si só, agrupando-os e definindo-me assim enquanto ser a si pertencente.
Vou então deixar de divagar e tentar mais uma vez expor-vos esta minha confusão. Cada vez mais acredito no bem pelo bem, no agir sem procura de retorno, na necessidade intrinseca de cada um de ser ele e não uma representação desvirtuada que a sociedade faz de si. Eu sei também que ninguem é obrigado a vincular-se ao modelo social e, assim, ficar "escravo" do esboço social.
Por isto decidi chamar a este texto "só mais um começo"... não apenas pela música, mas pelo que esta frase me deixa retirar dela. Escrevo em meu nome não querendo de todo ser tido por alguem que fala em nome de outros e assim desvirtua a sua opinião, mas por mim digo que por vezes não consigo entender esta manifestação social de nos atribuir uma carga ideológica e histórica e assim "encurralar" as nossas acções nos nossos actos passados... Suponho que seja evidente que o Homem como disse Edgar Morin "o homem é um ser bio-psico-socio-historico-cultural" e como tal as suas acções passadas fazem parte da sua geometria, mas não são mais que uma aresta e aqui reside a base da minha opinião, não no facto de vos querer impor a frase de um conhecido filósofo, mas na necessidade e acima de tudo capacidade que o homem tem de se re-inventar a si mesmo e de com essa mesma re-invenção ser um ser enquadrado com o que era mas acima de tudo que optou por recomeçar de novo.
É-me muito dificil expressar o quão fundamental é para mim a visão de que cada homem pode a qualquer instante procurar o perdão, não negando que essa busca tem que partir de si, e que poderá destruir aquilo que começou, no entannto reside aí a liberdade de cada ser humano, no procurar a partir de cada caminho, de cada encruzilhada o ser melhor, não se fixando ao passado mas melhorando com ele para o futuro.
Queria concluir este mais um devaneio, desejando que não me fixe ao que fui nem a cada momento passado e encare cada acção não como inalteravel e caracterizadora final do meu eu mas apenas, e neste apenas não procuro qualque leviandade, como "só mais um começo" tendo em conta que cada começo é um compromisso, um desafio uma procura do ser melhor e não a preversão desta procura.
Com mais esta confusão(e que grande confusão) me despeço.
Tomás
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
domingo, 11 de abril de 2010
Tempo para mim..
Já não escrevia aqui á muito. Não sei porque razão, se por não ter o que escrever, se por não ter tempo ou por me convencer que não tinha o que escrever ou tempo para o fazer. De qualquer das formas a intenção de criar este espaço de "confusões", foi a de escrever quando senti-se necessário e é o que estou agora a fazer.
Ao longo dos últimos meses (os que intervalaram os textos) passei por muitos "motivos" para escrever até que nestes últimos dias aproveitei para ter tempo para mim, para os outros, mas tudo ao meu ritmo, não ao ritmo que as situações impõem nem ao ritmo desmedido que eu lhes atribuia sem pensar no que conseguia ou não suportar.
Têm sido uns bons dias de paciência comigo e de aprendizagem, sinto-me mais conhecedor do meu espaço e tempo, e se nos últimos meses implementei um espaço ou distância ás pessoas, fi-lo, suponho, por não conhecer o meu verdadeiro sentido de lugar e tempo.
Impõe-se agora definir duas fases relevantes para mim, a primeira foi o que cresci até escrever a 1ª vez, a segunda é o que completei em mim nos últimos tempos.
Suponho que chegamos a uma fase na qual nos interroga-mos sobre o que somos ou não capazes de suportar, de aquilo que queremos para nós, se devemos ou não viver com o passado, se podemos ser ou não um todo..
Ora, agora me apercebo de que tudo isto se foca em cada um de nós, esta análise, ao fazê-la, estou a focar-me em mim. E porque não entender ao "olhar para mim", aquilo que eu e os outros suporta-mos? porque não viver o futuro com o conhecimento do passado? Porque não procurar aquilo que quero para os outros e aí me encontrar a mim?
Daqui nasce o facto de existir uma segunda fase que atrás referi, de agora não só entender o facto de não poder estar "preso ao passado com a tentativa de antecipar o futuro", como essencialmente entender mais uma pequena parte da necessidade de olhar para a minha vida (para já) como um todo com os outros, com as situações que se me deparam, e ainda com o espaço que "ocupo" em cada uma, espaço este que sou eu, que me faz procurar estar bem e entender que só assim consigo estar bem com o resto, e ao mesmo tempo não me esquecer daquilo que uma música que muito gosto fala "num cruzamento quando tens de escolher, podias ver o que eu prefiro e depois.." ora é fácil entender que tenho que procurar os outros, de me entregar, para ser eu, mas ao mesmo tempo tenho que me conhecer para poder resultar com as situações!
Por último sinto ser importante dizer que á um ano e uma semana parti de santiago para o meu "verdadeiro" caminho e que agora esse caminho se deparou com mais uma "encruzilhada" que penso ter conseguido entender e superar, no entanto, não vejo a hora de em agosto partir de novo, me reencontrar onde para mim é tão facil... Comigo e com todos os que me "afundam" o andar, me marcam o caminho ao, de uma forma ou de outra, o fazerem comigo.
Com muitas confusões ainda por encontrar, espero aqui ter, mais uma vez, encontrado o meu espaço, a resolução para esta, e um pouco de mim.
Tomás
Ao longo dos últimos meses (os que intervalaram os textos) passei por muitos "motivos" para escrever até que nestes últimos dias aproveitei para ter tempo para mim, para os outros, mas tudo ao meu ritmo, não ao ritmo que as situações impõem nem ao ritmo desmedido que eu lhes atribuia sem pensar no que conseguia ou não suportar.
Têm sido uns bons dias de paciência comigo e de aprendizagem, sinto-me mais conhecedor do meu espaço e tempo, e se nos últimos meses implementei um espaço ou distância ás pessoas, fi-lo, suponho, por não conhecer o meu verdadeiro sentido de lugar e tempo.
Impõe-se agora definir duas fases relevantes para mim, a primeira foi o que cresci até escrever a 1ª vez, a segunda é o que completei em mim nos últimos tempos.
Suponho que chegamos a uma fase na qual nos interroga-mos sobre o que somos ou não capazes de suportar, de aquilo que queremos para nós, se devemos ou não viver com o passado, se podemos ser ou não um todo..
Ora, agora me apercebo de que tudo isto se foca em cada um de nós, esta análise, ao fazê-la, estou a focar-me em mim. E porque não entender ao "olhar para mim", aquilo que eu e os outros suporta-mos? porque não viver o futuro com o conhecimento do passado? Porque não procurar aquilo que quero para os outros e aí me encontrar a mim?
Daqui nasce o facto de existir uma segunda fase que atrás referi, de agora não só entender o facto de não poder estar "preso ao passado com a tentativa de antecipar o futuro", como essencialmente entender mais uma pequena parte da necessidade de olhar para a minha vida (para já) como um todo com os outros, com as situações que se me deparam, e ainda com o espaço que "ocupo" em cada uma, espaço este que sou eu, que me faz procurar estar bem e entender que só assim consigo estar bem com o resto, e ao mesmo tempo não me esquecer daquilo que uma música que muito gosto fala "num cruzamento quando tens de escolher, podias ver o que eu prefiro e depois.." ora é fácil entender que tenho que procurar os outros, de me entregar, para ser eu, mas ao mesmo tempo tenho que me conhecer para poder resultar com as situações!
Por último sinto ser importante dizer que á um ano e uma semana parti de santiago para o meu "verdadeiro" caminho e que agora esse caminho se deparou com mais uma "encruzilhada" que penso ter conseguido entender e superar, no entanto, não vejo a hora de em agosto partir de novo, me reencontrar onde para mim é tão facil... Comigo e com todos os que me "afundam" o andar, me marcam o caminho ao, de uma forma ou de outra, o fazerem comigo.
Com muitas confusões ainda por encontrar, espero aqui ter, mais uma vez, encontrado o meu espaço, a resolução para esta, e um pouco de mim.
Tomás
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