Já não escrevia aqui á muito. Não sei porque razão, se por não ter o que escrever, se por não ter tempo ou por me convencer que não tinha o que escrever ou tempo para o fazer. De qualquer das formas a intenção de criar este espaço de "confusões", foi a de escrever quando senti-se necessário e é o que estou agora a fazer.
Ao longo dos últimos meses (os que intervalaram os textos) passei por muitos "motivos" para escrever até que nestes últimos dias aproveitei para ter tempo para mim, para os outros, mas tudo ao meu ritmo, não ao ritmo que as situações impõem nem ao ritmo desmedido que eu lhes atribuia sem pensar no que conseguia ou não suportar.
Têm sido uns bons dias de paciência comigo e de aprendizagem, sinto-me mais conhecedor do meu espaço e tempo, e se nos últimos meses implementei um espaço ou distância ás pessoas, fi-lo, suponho, por não conhecer o meu verdadeiro sentido de lugar e tempo.
Impõe-se agora definir duas fases relevantes para mim, a primeira foi o que cresci até escrever a 1ª vez, a segunda é o que completei em mim nos últimos tempos.
Suponho que chegamos a uma fase na qual nos interroga-mos sobre o que somos ou não capazes de suportar, de aquilo que queremos para nós, se devemos ou não viver com o passado, se podemos ser ou não um todo..
Ora, agora me apercebo de que tudo isto se foca em cada um de nós, esta análise, ao fazê-la, estou a focar-me em mim. E porque não entender ao "olhar para mim", aquilo que eu e os outros suporta-mos? porque não viver o futuro com o conhecimento do passado? Porque não procurar aquilo que quero para os outros e aí me encontrar a mim?
Daqui nasce o facto de existir uma segunda fase que atrás referi, de agora não só entender o facto de não poder estar "preso ao passado com a tentativa de antecipar o futuro", como essencialmente entender mais uma pequena parte da necessidade de olhar para a minha vida (para já) como um todo com os outros, com as situações que se me deparam, e ainda com o espaço que "ocupo" em cada uma, espaço este que sou eu, que me faz procurar estar bem e entender que só assim consigo estar bem com o resto, e ao mesmo tempo não me esquecer daquilo que uma música que muito gosto fala "num cruzamento quando tens de escolher, podias ver o que eu prefiro e depois.." ora é fácil entender que tenho que procurar os outros, de me entregar, para ser eu, mas ao mesmo tempo tenho que me conhecer para poder resultar com as situações!
Por último sinto ser importante dizer que á um ano e uma semana parti de santiago para o meu "verdadeiro" caminho e que agora esse caminho se deparou com mais uma "encruzilhada" que penso ter conseguido entender e superar, no entanto, não vejo a hora de em agosto partir de novo, me reencontrar onde para mim é tão facil... Comigo e com todos os que me "afundam" o andar, me marcam o caminho ao, de uma forma ou de outra, o fazerem comigo.
Com muitas confusões ainda por encontrar, espero aqui ter, mais uma vez, encontrado o meu espaço, a resolução para esta, e um pouco de mim.
Tomás
domingo, 11 de abril de 2010
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